BrasilGuia 2026

Sistema de gestão para táxi aéreo: o guia completo

O que uma empresa de táxi aéreo (ETA) brasileira precisa ter num sistema de gestão para operar com segurança, dentro do RBAC 135 da ANAC, e crescer sem virar bagunça.

Atualizado em maio de 2026 Leitura de 10 a 12 minutos

Em duas frases: sistema de gestão para táxi aéreo é a plataforma que centraliza agendamento, manutenção, tripulação, segurança operacional e finanças de uma empresa que opera sob o RBAC 135. Quem opera sem sistema dedicado paga mais caro em compliance e perde escala em poucos anos.

Painel de Gestão do Aerogestor para Táxi Aéreo, indicadores operacionais e desempenho

Para quem este guia foi escrito

Três perfis:

  • Empresas já certificadas no RBAC 135 que sentem que cresceram demais para planilhas e sistemas genéricos.
  • Empresas em processo de certificação, montando a estrutura para passar pelo Sistema Voe 135 da ANAC.
  • Pessoas avaliando entrar no setor, especialmente com a nova categoria Operador Simples que reduz a barreira de entrada.

O que um sistema de gestão para táxi aéreo precisa entregar

Agendamento e despacho operacional

Agenda visual da frota com confirmação de cliente, despacho do voo (autorização do PIC, briefing, peso e balanceamento, plano de voo) e acompanhamento em tempo real. Tela pública (TV) para a base e o cliente acompanharem o status.

Controle técnico de manutenção

Mapa de componentes com rastreamento por horas, ciclos e calendário. Alertas automáticos de vencimento (30 dias, 7 dias). Histórico completo por ordem de serviço, com anexo de nota fiscal e responsável técnico. Cumprimento de diretrizes de aeronavegabilidade (ADs) e boletins de serviço (SBs).

Escala de tripulação com Lei do Aeronauta

Cadastro de pilotos e comissários com Certificado Médico Aeronáutico (CMA), Certificado de Habilitação Técnica (CHT) e treinamentos recorrentes. Escala que calcula automaticamente jornada, descanso e limites de tempo de voo conforme a Lei 13.475/2017 (Lei do Aeronauta). Sem isso, multa certa.

Orçamentos e gestão de clientes

Cotação de fretamento com cálculo automático (distância, tempo de voo, taxas), funil de oportunidades (quem pediu, quem confirmou, quem perdeu) e geração de PDF profissional para o cliente. Conversão de orçamento em voo confirmado direto, sem retrabalho.

SGSO e Relatório de Prevenção (RELPREV)

Módulo de Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional com canal de relato (incluindo portal público anônimo), análise de risco com matriz, ações corretivas com prazo e responsável, indicadores básicos. Veja o guia prático de SGSO.

Peso e balanceamento + manifesto

Cálculo automático de centro de gravidade por aeronave, envelope visualizado, estações de carga configuráveis. Manifesto de voo unificado com a lista de passageiros, distribuição automática nas estações e PDF assinado para a operação.

Personalização com a marca da empresa

Logo, paleta de cores e domínio próprio. Tripulação e cliente acessam um sistema que parece feito sob medida. É um critério de seleção subestimado: equipe usa muito mais quando o sistema “é da empresa”.

A regulamentação que importa

NormaO que estabelece
RBAC 135Regulamento de operações de táxi aéreo, transporte aéreo público não regular.
Categoria Operador SimplesNova categoria do RBAC 135, vigência a partir de janeiro de 2026, exigências proporcionais ao porte. Veja detalhes.
Sistema Voe 135Plataforma digital da ANAC para certificação de operadores. Como funciona.
SGSOSistema de Gerenciamento de Segurança Operacional, obrigatório para ETAs.
Lei do Aeronauta (13.475/2017)Jornada, descanso e limites de tempo de voo da tripulação contratada.

Modelos de aquisição

Dois caminhos comuns:

  • Assinatura mensal (autoatendimento). A empresa cadastra dados, configura e usa. Funciona para sistemas genéricos. Para táxi aéreo, costuma faltar customização e suporte de implantação.
  • Serviço sob medida com implantação dedicada. Diagnóstico, customização com a marca da empresa, migração de dados, treinamento da equipe e suporte contínuo. É o modelo do Aerogestor para Táxi Aéreo.

Perguntas frequentes

O que faz um bom sistema de gestão para táxi aéreo?+

Cobre as áreas críticas de uma ETA (Empresa de Táxi Aéreo): agendamento e despacho, controle técnico de manutenção rastreável (por horas, ciclos e calendário), escala de tripulação alinhada à Lei do Aeronauta, controle de voos, peso e balanceamento, SGSO com Relatório de Prevenção (RELPREV), e atende a regulamentação RBAC 135 da ANAC, incluindo a nova categoria Operador Simples.

Posso usar um sistema genérico de gestão para minha empresa de táxi aéreo?+

Não é recomendado. ERPs e sistemas genéricos não modelam a regulamentação ANAC, não calculam corretamente a Lei do Aeronauta, não tratam aeronavegabilidade e geralmente não suportam SGSO. O custo de adaptação supera o de adotar um sistema dedicado.

Quanto custa um sistema de gestão para táxi aéreo?+

Varia conforme o tamanho da operação (frota, base, tripulantes) e o modelo (autoatendimento por mês x serviço sob medida com implantação dedicada). O Aerogestor para Táxi Aéreo trabalha com modelo sob medida, com orçamento fechado após diagnóstico operacional gratuito.

O sistema precisa atender a Lei do Aeronauta?+

Sim, obrigatoriamente. A escala da tripulação contratada precisa respeitar jornada, descanso e limites de tempo de voo da Lei 13.475/2017. Bom sistema calcula automaticamente e alerta antes de estourar limite.

O que é categoria Operador Simples?+

É uma nova categoria dentro do RBAC 135, com vigência a partir de janeiro de 2026, com exigências regulatórias proporcionais a operações de menor porte. Não reduz a segurança, reduz a complexidade de manuais e estrutura organizacional.

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