Em duas frases: sistema de gestão para táxi aéreo é a plataforma que centraliza agendamento, manutenção, tripulação, segurança operacional e finanças de uma empresa que opera sob o RBAC 135. Quem opera sem sistema dedicado paga mais caro em compliance e perde escala em poucos anos.

Para quem este guia foi escrito
Três perfis:
- Empresas já certificadas no RBAC 135 que sentem que cresceram demais para planilhas e sistemas genéricos.
- Empresas em processo de certificação, montando a estrutura para passar pelo Sistema Voe 135 da ANAC.
- Pessoas avaliando entrar no setor, especialmente com a nova categoria Operador Simples que reduz a barreira de entrada.
O que um sistema de gestão para táxi aéreo precisa entregar
Agendamento e despacho operacional
Agenda visual da frota com confirmação de cliente, despacho do voo (autorização do PIC, briefing, peso e balanceamento, plano de voo) e acompanhamento em tempo real. Tela pública (TV) para a base e o cliente acompanharem o status.
Controle técnico de manutenção
Mapa de componentes com rastreamento por horas, ciclos e calendário. Alertas automáticos de vencimento (30 dias, 7 dias). Histórico completo por ordem de serviço, com anexo de nota fiscal e responsável técnico. Cumprimento de diretrizes de aeronavegabilidade (ADs) e boletins de serviço (SBs).
Escala de tripulação com Lei do Aeronauta
Cadastro de pilotos e comissários com Certificado Médico Aeronáutico (CMA), Certificado de Habilitação Técnica (CHT) e treinamentos recorrentes. Escala que calcula automaticamente jornada, descanso e limites de tempo de voo conforme a Lei 13.475/2017 (Lei do Aeronauta). Sem isso, multa certa.
Orçamentos e gestão de clientes
Cotação de fretamento com cálculo automático (distância, tempo de voo, taxas), funil de oportunidades (quem pediu, quem confirmou, quem perdeu) e geração de PDF profissional para o cliente. Conversão de orçamento em voo confirmado direto, sem retrabalho.
SGSO e Relatório de Prevenção (RELPREV)
Módulo de Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional com canal de relato (incluindo portal público anônimo), análise de risco com matriz, ações corretivas com prazo e responsável, indicadores básicos. Veja o guia prático de SGSO.
Peso e balanceamento + manifesto
Cálculo automático de centro de gravidade por aeronave, envelope visualizado, estações de carga configuráveis. Manifesto de voo unificado com a lista de passageiros, distribuição automática nas estações e PDF assinado para a operação.
Personalização com a marca da empresa
Logo, paleta de cores e domínio próprio. Tripulação e cliente acessam um sistema que parece feito sob medida. É um critério de seleção subestimado: equipe usa muito mais quando o sistema “é da empresa”.
A regulamentação que importa
| Norma | O que estabelece |
|---|---|
| RBAC 135 | Regulamento de operações de táxi aéreo, transporte aéreo público não regular. |
| Categoria Operador Simples | Nova categoria do RBAC 135, vigência a partir de janeiro de 2026, exigências proporcionais ao porte. Veja detalhes. |
| Sistema Voe 135 | Plataforma digital da ANAC para certificação de operadores. Como funciona. |
| SGSO | Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional, obrigatório para ETAs. |
| Lei do Aeronauta (13.475/2017) | Jornada, descanso e limites de tempo de voo da tripulação contratada. |
Modelos de aquisição
Dois caminhos comuns:
- Assinatura mensal (autoatendimento). A empresa cadastra dados, configura e usa. Funciona para sistemas genéricos. Para táxi aéreo, costuma faltar customização e suporte de implantação.
- Serviço sob medida com implantação dedicada. Diagnóstico, customização com a marca da empresa, migração de dados, treinamento da equipe e suporte contínuo. É o modelo do Aerogestor para Táxi Aéreo.
Perguntas frequentes
O que faz um bom sistema de gestão para táxi aéreo?+
Cobre as áreas críticas de uma ETA (Empresa de Táxi Aéreo): agendamento e despacho, controle técnico de manutenção rastreável (por horas, ciclos e calendário), escala de tripulação alinhada à Lei do Aeronauta, controle de voos, peso e balanceamento, SGSO com Relatório de Prevenção (RELPREV), e atende a regulamentação RBAC 135 da ANAC, incluindo a nova categoria Operador Simples.
Posso usar um sistema genérico de gestão para minha empresa de táxi aéreo?+
Não é recomendado. ERPs e sistemas genéricos não modelam a regulamentação ANAC, não calculam corretamente a Lei do Aeronauta, não tratam aeronavegabilidade e geralmente não suportam SGSO. O custo de adaptação supera o de adotar um sistema dedicado.
Quanto custa um sistema de gestão para táxi aéreo?+
Varia conforme o tamanho da operação (frota, base, tripulantes) e o modelo (autoatendimento por mês x serviço sob medida com implantação dedicada). O Aerogestor para Táxi Aéreo trabalha com modelo sob medida, com orçamento fechado após diagnóstico operacional gratuito.
O sistema precisa atender a Lei do Aeronauta?+
Sim, obrigatoriamente. A escala da tripulação contratada precisa respeitar jornada, descanso e limites de tempo de voo da Lei 13.475/2017. Bom sistema calcula automaticamente e alerta antes de estourar limite.
O que é categoria Operador Simples?+
É uma nova categoria dentro do RBAC 135, com vigência a partir de janeiro de 2026, com exigências regulatórias proporcionais a operações de menor porte. Não reduz a segurança, reduz a complexidade de manuais e estrutura organizacional.
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